EUA: Aumento do Consumo Lácteo Para Combater Baixa Ingestão de Cálcio nas Crianças

As crianças não estão consumir volumes de cálcio suficientes nas suas dietas, de acordo com estudos nutricionais desenvolvidos nos Estados Unidos, surgindo recomendações que apontam para o consumo de mais leite, queijo e iogurte direccionados para o público infantil como forma de resolver esta deficiência.

Oitenta e três por cento dos 674 membros da Associação Dietética do Estado de Nova York (NYSDA) citaram o cálcio como o nutriente onde existe maior carência nas dietas das crianças hoje em dia, de acordo com um estudo recente, patrocinado pelo American Dairy Association & Dairy Council, Inc. (ADADC). As descobertas da investigação fornecem um apoio significativo às tentativas de fomento do consumo do leite por parte das organizações sectoriais dos EUA.

Os refrigerantes são novamente considerados os ‘vilões’. Existe um consenso generalizado entre os membros da NYSDA que o consumo excessivo de refrigerantes tem sido parcialmente responsável pela deficiência de cálcio das crianças, com 96 por cento citando os refrigerantes como a causa básica da obesidade infantil. Eles dizem que as crianças devem consumir leite e não refrigerantes nas suas refeições.

Os participantes do estudo disseram ainda, refere a notícia do site Dairy Reporter, que a proibição de refrigerantes e “junk food” nas escolas, enquanto se procuram formas de aumentar o consumo de leite, “beneficiaria muito a saúde das crianças”.

A sugestão da maioria dos inquiridos passa por oferecer leite às crianças nas escolas, além de substituir os alimentos de baixo valor nutricional, vendidos freqüentemente em vending machines, por outros ricos em cálcio, como iogurte, queijo, pudins e leites com sabor. Outras sugestões dos nutricionistas incluem campanhas de marketing voltadas para os estudantes e também para os seus pais.

Um relatório recente publicado no jornal Pediatrics refere que os adolescentes dos EUA estão a viver sob a ameaça de virem a ter osteoporose mais tarde nas suas vidas por não consumirem cálcio suficiente nesta fase. O relatório revela que cerca de 30 por cento dos rapazes e apenas 10 por cento das raparigas estão a consumir a quantidade diária recomendada de cálcio – de 1.300 mg para crianças entre os 9 a os 18 anos. A ingestão média deste grupo etário é de apenas 850 mg por dia.

Fonte: Anil

Veja também

Consumo de café aumenta resposta ao tratamento da hepatite C

Os pacientes com hepatite C avançada e com doença hepática crónica que receberam interferão peguilado …