Um grupo de investigadores da Universidade de Wisconsin, nos EUA, concluiu que a redução de calorias numa dieta rigorosa retarda significativamente o envelhecimento em macacos, provoca menos doenças e aumenta a sua massa muscular.
O estudo, publicado esta sexta-feira na revista Science, concluiu que 80% dos primatas a quem foram retirados 30% das calorias sobreviveu, enquanto os restantes, que comeram sem limitação, morreram mais depressa, 37% devido a doenças ligadas ao envelhecimento. Nos animais a dieta a taxa de mortalidade desceu 13%.
Ainda segundo a investigação, os macacos alimentados com menos calorias tiveram menos incidência de cancro e doenças do coração, além de terem preservado mais massa muscular e terem um menor encolhimento do cérebro, sem que se tenha verificado diabetes.
Contudo, o estudo, que analisou 89 macacos ao longo de duas décadas, está já a ser criticado por vários cientistas, que consideram que as conclusões são prematuras. Por outro lado, o governo norte-americano já financiou uma pesquisa no sentido de perceber se pessoas de peso normal são capazes de conviver com um corte calórico de 25% durante dois anos e se isso adiará o seu envelhecimento.
Fonte: Diário Digital
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