A obesidade associada a uma vida sedentária poderá estar relacionada com o aparecimento do cancro da próstata, doença que todos os anos apresenta mais dois a três mil novos casos, aponta uma investigação apresentada esta quarta-feira.
O estudo foi desenvolvido por um grupo de especialistas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e do Instituto português de Oncologia do Porto (IPO) e publicado numa revista norte-americana da especialidade.
Em declarações à agência Lusa, Rui Medeiros, um dos investigadores responsáveis pelo estudo, explicou que a investigação pretendeu demonstrar que «a exposição ao longo da vida a factores ambientais associados a variações do genoma humano predispõe para a obesidade, aumentando o risco do cancro da próstata, sobretudo a forma mais agressiva».
«A obesidade é já considerada aliás a epidemia mundial deste século», sublinhou o clínico do IPO.
O grupo de investidores demonstrou assim que os indivíduos com maior obesidade e, simultaneamente, portadores da variante genética no gene da leptina (hormona responsável por informar o cérebro sobre o estado das reservas energéticas de gordura), apresentam maior proliferação de células cancerígenas da próstata e facilitação de metastização.
Concluiu-se, desta forma, que os conselhos para uma «boa alimentação, associada a uma vida ao ar livre e a exercício físico» são válidos também para diminuir o risco de aparecimento de cancro na próstata.
O cancro da próstata é uma doença muito frequente nos homens com idades a partir dos 45 anos e responsável por uma elevada taxa de mortalidade.
De acordo com Rui Medeiros, surgem todos os anos entre 2.000 e 3.000 novos casos de homens com esta doença.
Fonte: Diário Digital
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