Segundo um estudo realizado pelo Instituto catalão de Oncologia, em Barcelona, uma dieta mediterrânea pode reduzir o risco de desenvolver cancro do estômago.
O estudo revela que as dietas tradicionais de países do Mediterrâneo, como a Grécia e Itália apresentam benefícios significativos para saúde, incluindo uma protecção contra o cancro, indicam os investigadores no “American Journal of Clinical Nutrition”, citado pela Reuters.
A equipa analisou dados da pesquisa “European Prospective investigation into Câncer and Nutrition” (EPIC), com uma amostra de 485.044 homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 35 e 70 anos, de dez países europeus.
A cada um dos indivíduos foi atribuída uma pontuação numa escala de 18 valores, em termos de proximidade com a dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais, legumes, peixe, cereais e azeite e com um baixo consumo de carnes vermelhas e lacticínios.
Ao longo de nove anos de acompanhamento, 449 dos participantes desenvolveram cancro gástrico, sendo que as pessoas com uma pontuação mais alta apresentaram 33 por cento menor probabilidade de desenvolver a doença do que aquelas cujos hábitos alimentares estavam distantes do ideal mediterrâneo.
Os cientistas responsáveis pela investigação, afirmam que «estes resultados evidenciam o papel da dieta mediterrânea na redução do risco de cancro de apoiam a necessidade de continuar a promover este regime em áreas onde está a desaparecer».
Do total de pessoas diagnosticadas com a doença, apenas 23 por cento sobrevivem por cinco anos, concluem os investigadores, «por isso, é importante ajudar a reduzir» a sua incidência, que é a segunda causa mundial de morte por cancro.
Fonte: Confagri
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