O crescimento económico e o rápido crescimento do rendimento na China está a modificar os hábitos de consumo alimentar da população, com importantes consequências para o sector agroalimentar. À medida que aumenta o nível de vida, os chineses não procuram apenas uma maior quantidade de alimentos, mas, sobretudo, uma maior qualidade.
O United States Departament of Agriculture (USDA) acaba de publicar um estudo sobre esta questão, em que se assinala a emergência de uma classe média de consumidores, o aumento do número de restaurantes, de supermercados e de cadeias de distribuição e a expansão da disponibilidade de alimentos para a população.
Se bem que os dados sugiram que a procura está a crescer de forma mais rápida que a capacidade produtiva local, o que deveria ter como consequência um importante aumento das importações. o certo é que, com excepção das oleaginosas, a China continua a ser em geral auto-suficiente na maior parte dos produtos alimentares, o que se deve, em grande parte, ao facto de aquelas alterações de quantidades consumidas e hábitos de consumo apenas afectar cerca de 20 por cento da população.
Sessenta por cento da população chinesa vive em meio rural, afastada deste boom de consumo e com ancestrais hábitos de produção para auto-consumo, enquanto os restantes vinte por cento são constituídos por população urbana, mas de baixos rendimentos, o que os impede de seguir tão rapidamente esta linha de evolução, refere a notícia do site Agrodigital.
Fonte: Anil
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