Estabilidade na estrutura de custos

As 40 empresas que se dedicam ao comércio de bens de consumo incluídas na análise obtiveram um crescimento de 14,6 por cento, conseguindo o terceiro melhor resultado de todos os sectores. A produtividade mantém-se baixa – 174 mil euros por trabalhador (a terceira menor) -, sendo o segundo sector em volume de emprego.

Os indicadores financeiros demonstram uma autonomia de 26,1 por cento dos activos financiados por capitais próprios, 1,4 por cento de rentabilidade das vendas e 10 por cento dos capitais valor inferior ao conseguido nos anos anteriores, mas ainda assim excelente.

A estrutura de custos permanece estabilizada com as despesas internas a consumirem 13,3 por cneot das vendas; por ser um sector de mão de obra intensiva, as despesas de pessoal atingem valores similares aos sectores industriais: nove por cento, sendo o sector que regista a terceira maior rotação do activo: 1,97 vezes.

A Modelo Continente Hipermercados (em volume de negócios, emprego e activos) partilha com o El Corte Inglés (capitais próprios e autonomia financeira) as lideranças do sector.

Actividade condiciona os custos no sector grossista
O sector grossista é que conta com mais empresas nas 1000 Maiores embora diminuindo de 133 para 119. Quinto em volume de negócios, é o sétimo em volume de emprego, oitavo em activos e nono em capitais. As empresas analisadas, 67,2 por cento das quais com actividade exportadora, cresceram 6,2 por cento neste exercício.

Foi sensível a redução de emprego o que mantém uma produtividade elevada, 608 mil euros por trabalhador: a segunda maior na comparação intersectorial. A autonomia financeira desceu ligeiramente para 28,4 por cento mas as rentabilidades aumentaram para 2,5 por cento das vendas e 19,3 por cento dos capitais, sendo o sector que melhor remunera os seus capitais. 0,7 por cento das vendas vai para o IRC. A elevada facturação permite alcançar a segunda maior rotação dos activos: 2,21.

A actividade do sector condiciona a estrutura de custos: as compras consomem 81,4 por cento das vendas, enquanto as despesas internas se ficam pelos 7,3 por cento. Com 8,2 por cento é o segundo sector com a menor terciarização. A Recheio Cash & carry mantém-se lider em facturação, embora a Tabaqueira II disponha dos maiores activos e capitais.

Fonte: Anil

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