Espanha: Organizações de Produção Prevém Aumento do Preço do Leite

De acordo com a análise divulgada pela FEPLAC, a apreciação da actual situação da produção de leite de vaca à escala mundial. permite constatar que os excessos produtivos estão a chegar ao fim e que os produtores, independentemente da sua região de produção, estão a controlar de forma crescente a sua produção, evitando excedentes que se tornam num factor de compressão dos preços.

Já se pode constatar que a redução da produção à escala mundial é um facto, refere a FEPLAC, em parte devido aos elevados custos de produção, resultado dos compromissos resultantes do Protocolo de Quioto, com a obrigação de comercialização – em 2012 – de um mínimo de cinco por cento de biodiesel, motivando uma forte pressão sobre a produção cerealífera e um aumento dos custos com a alimentação animal, refere a notícia do site Agroinformación.

Se a isto somarmos a seca sofrida por amplas regiões na Europa e na maior parte da América do Sul, provocando quebras de produção de até dez por cento à escala mundial (recorda-se que a produção na Europa caiu mais de um milhão de toneladas, quebra que pode chegar aos dois milhões na actual campanha) e eliminando uma parcela substancial dos excedentes habitualmente canalizados para a fabricação dos produtos ditos industriais (leite em pó, soro em pó, caseína, manteiga,…) e evitando a abertura da intervenção no caso do leite em pó e chegando mesmo a ter que se importar esse mesmo leite em pó da Austrália e da Nova Zelândia para cobrir o consumo interno da União Europeia.

Esta escassez de produção, adicionada ao aumento dos custos de alimentação são os principais motivos pelos quais a FEPLAC considera que, para manter-se o actual tecido produtor, terá que se verificar um incremento dos preços na origem, que, como mínimo, deverão cobrir os aumentos dos custos de produção e considera igualmente chegado o momento em que a indústria láctea se sente à mesa, de uma vez por todas, com as organizações da produção, para definir um programa lácteo que lhe permita negociar em condições de igualdade com a distribuição e definir os preços nos mercados e no campo. Estas negociações deveriam contar, refere a FEPLAC, com a participação emprenhada das administrações regionais.

Fonte: Anil

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