Durante o último ano, Espanha tornou-se no país europeu que mais consome produtos de marca branca, acima da Alemanha, onde os produtos de distribuição têm forte posicionamento. A crise económica impôs contenção no gasto das famílias, o que se traduziu numa modificação dos hábitos de consumo, voltando-se para os produtos mais baratos na hora de encher o carrinho de compras.
Os produtos de grande consumo de marca branca ou de distribuidor multiplicaram as suas vendas no país vizinho. Entre Setembro de 2007 e o mesmo período de 2008, as insígnias de grandes cadeias de distribuição – El Corte Inglés, Carrefour, Eroski, Mercadona, Alcampo ou Dia – cresceram mais de 8 por cento e abarcam 32 por cento das vendas totais do sector, em comparação com os 29,6 por cento no período homólogo, segundo dados facultados pela consultora de produtos de grande consumo IRI.
Outros países em que a penetração das marcas brancas atinge elevadas quotas de mercado são a Alemanha, com 31 por cento, a Holanda e o Reino Unido, com 27 por cento, a França com 26 e a Itália com 13 por cento. [NR: os últimos dados disponíveis dão para Portugal um valor na ordem dos 22 por cento].
A forte preponderância da marca branca em Espanha está directamente relacionada com a grande concentração da distribuição moderna. Três grandes grupos: Carrefour, Eroski e Mercadona controlam já 59 por cento de toda a alimentação processada (embalada) que se vende no país vizinho. No caso da Mercadona, a marca de distribuidor representa cerca de 50 por cento das suas vendas.
A marca branca é aproximadamente 38 por cento mais barata que as marcas líderes, se bem que em alguns produtos esse diferencial possa ultrapassar os 50 por cento. Aquele diferencial médio atinge os 51 por cento no Reino Unido e os 40 por cento em França.
Fonte: Anil
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal