A Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, conduziu um trabalho no qual conclui que a erosão do solo, provocada pela prática agrícola, não é apenas um grave problema ambiental. Também é uma séria ameaça para o abastecimento de alimentos e para a saúde humana no futuro.
As perspectivas de uma maior adesão à lavoura das terras por necessidades alimentares e bioenergéticas tenderão a agravar ainda mais este problema, salienta o estudo. O Agrodigital leu o documento e sintetiza as suas principais conclusões:
– Os Estados Unidos perdem solo agrícola 10 vezes mais rapidamente do que repõem. A China e Índia entre 30 a 40 vezes.
– O prejuízo económico mundial derivado da erosão estima-se em 400 000 milhões de dólares, por ano.
– Como resultado da erosão das últimas quatro décadas, 30% das terras cultiváveis tornaram-se improdutivas.
– 60% do solo acaba em rios, pântanos e lagos o que aumenta o risco de inundações no caso de chuvas torrenciais.
– A erosão diminui a capacidade do solo de armazenar água e conduz à perda de nutrientes e de matéria orgânica, deteriorando a capacidade de manter a biodiversidade.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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