A EDP vai investir cerca de 500 mil euros num projecto agro-florestal para ajudar a reduzir o défice de emissões de dióxido de carbono e poder ganhar um maior número de licenças de emissão gratuitas após 2012.
O projecto agro-florestal na Quinta de França, que envolve a EDP e a Terraprima, foi hoje apresentado pelo presidente-executivo da eléctrica, António Mexia, e por um responsável da Terraprima, Tiago Domingos, na presença do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.
Este projecto de sumidouro de carbono é uma das medidas internas previstas pelo fundo nacional de carbono para reduzir as emissões de C02 para a atmosfera, com o objectivo de Portugal cumprir as metas de Quioto.
O projecto agro-florestal, localizado nas margens do Rio Zêzere e com 500 hectares, vai permitir reter no solo 7.000 toneladas de C02 por ano, entre 2006 e 2012, reduzindo assim o balanço nacional de emissões para a atmosfera, que apresenta um défice de 3,72 milhões de toneladas por ano.
António Mexia sublinhou que com o apoio a este projecto a EDP está a dar o exemplo enquanto “entidade responsável e pró-activa no combate às alterações climáticas”.
Mas trata-se também, segundo Mexia, de transformar o problema das emissões de C02 numa oportunidade de negócio.
“Há muito que a questão do C02 é considerada pela EDP um ‘input’ de negócio”, afirmou.
O secretário de Estado, Humberto Rosa, admitiu que este esforço da EDP para ajudar Portugal a cumprir os objectivos de Quioto pode ter como consequência um aumento das licenças de emissões de C02 gratuitas no período pós-Quioto, ou seja, após 2012.
“A EDP está a ajudar o Estado a reduzir o seu défice e este pode ser mais generoso a distribuir licenças”, afirmou.
“Faz todo o sentido que as empresas invistam neste projecto e beneficiem depois das licenças que o Estado venha a atribuir”, acrescentou.
A expressão sumidouro de carbono é usada para descrever um sistema natural capaz de absorver e fixar uma parte das emissões daquele gás que iriam para a atmosfera.
A reconstituição de florestas e a reflorestação de zonas marginais, terras agrícolas abandonadas, áreas baldias e outras constituem a forma dos “sumidouros”, porque devido à fotossíntese as árvores fixam o CO2 da atmosfera.
Fonte: Agroportal
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