Em Portugal culturas de milho GM ocupam mais de cinco mil hectares

Em Portugal, os campos de culturas de milho geneticamente modificado ocupam uma área de 5.095 hectares, dos quais 50 por cento no Alentejo, de acordo com dados divulgados pela Direcção geral de Agricultura.

A Direcção adianta que existem no total 234 campos de culturas transgénicas por todo o país, uma cultura autorizada em 2005 e ao aumento da área «muito significativo» nos dois primeiros anos, seguindo-se um período de «estabilização», salienta o director do Centro de informação de Biotecnologia (CIB) e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Pedro Fevereiro, acrescentando que «estamos a falar de cerca de sete por cento da área total de cultivo de milho».

Pedro Fevereiro garante ainda que «se fosse autorizada uma variedade contra as ervas daninhas, mais resistente aos herbicidas e com sementeira directa» haveria um crescimento de área «muito maior».

Por outro lado, a cultura de organismos geneticamente modificados (OGM) obriga à existência de distâncias mínimas de 200 metros entre campos cultivados, o que «dificulta a progressão» dos transgénicos nas regiões do Norte e do centro, onde a dimensão média das propriedades «não é muito grande».

O director do CIB defende que as variedades de OGM autorizadas na Europa «não contêm riscos para saúde humana e para o ambiente superiores às convencionais» e esclarece que os protestos por parte de organizações ecologistas não condicionam a opção dos agricultores.

O responsável salienta que a «decisão de produzir milho OGM é tomada porque se obtém uma maior produção com menos custos e com a mesma qualidade do produtos final», sendo o valor de mercado do milho o mesmo», acrescenta.

A Comissão Europeia, no inicio de Março, autorizou o cultivo e comercialização de uma batata transgénica, cuja fécula pode ser utilizada para fins industriais, reconhecendo o ministro da Agricultura que «há uma discussão» a desenvolver, e salientando que nesta matéria a posição do Executivo português «não é de inovação mas de cautela».

Fonte: DN e Confagri

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