A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) promoveu um programa no Egipto para melhorar a produtividade de arroz e conseguiu, através da introdução de variedades híbridas, rendimentos recorde.
O país conseguiu, nesta campanha, rendimentos de 9,5 toneladas de arroz por hectare. As mais de 200 novas variedades de híbridos superaram as melhores variedades locais em 20 a 30 por cento, contribuindo para a produção de mais arroz com menos água e menos terra.
O projecto da FAO não descurou a formação profissional de trabalhadores para a obtenção e reprodução de sementes e de profissionais do sector agrícola e camponeses.
As novas variedades híbridas de arroz pretendem aumentar o rendimento das colheitas para solucionar a persistência de um deficit na produção, que advém do crescimento da população. No Egipto, esse crescimento populacional é de 2,2 por cento por ano, num contexto de terras e água cada vez mais limitados.
As mais recentes previsões indicam que a população egípcia deverá passar dos 75 milhões de habitantes para cem milhões, em 2025. Já em 2010, serão necessários três milhões de toneladas de arroz para preencher as necessidades da população do país.
A nível mundial, a produção de arroz, em 2005, ascendeu a 618 milhões de toneladas, mas a procura cresce cada vez mais. A um ritmo de mais 70 milhões de pessoas por ano, serão precisos mais 153 milhões de toneladas no ano 2030.
E é nesta conjuntura que a FAO intervém nos países em desenvolvimento com potencial para a produção de arroz. Existem vários países que carecem de capacidade técnica e infra-estruturas para conduzir programas de produção de sementes híbridas de arroz.
Várias experiências levadas a cabo em diversos países mostraram que os países em desenvolvimento, desde 2000, já demonstraram que é possível obterem-se rendimentos muito altos a partir de variedades agrícolas já existentes: trata-se apenas de gestão melhorada de cultivos.
Fonte: FAO e Confragi
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