O Ministério da Agricultura do Reino Unido anunciou, ontem, que foi aprovada a proposta de permissão da entrada de carne proveniente de gado de idade mais avançada na cadeia alimentar.
A medida deverá abrir caminho para a eliminação de uma das principais restrições usadas no combate à doença das “vacas loucas”. Mais de 140 britânicos morreram do que se pensa ser a variante humana da encefalopatia espongiforme bovina (EEB) – a doença de Creutzfeldt-Jakob.
«Estimamos que esta jogada verá a reentrada de 185 mil toneladas adicionais de carne de bovino britânica no mercado, em 2006, representando um aumento de 27 por cento na produção doméstica», disse o director-geral da Comissão da Carne de Bovino e Gado do Reino Unido, Kevin Roberts.
Em comunicado, o Ministério da Agricultura explicou que a sua decisão permitirá a elaboração de nova legislação para substituir a regra que impede a entrada de carne proveniente de animais com mais de 30 meses de idade na cadeia alimentar. O objectivo é introduzir um novo sistema de testes.
De acordo com a Reuters, este sistema deverá entrar em vigor já a 7 de Novembro, mas as restrições à exportação de carne de bovino, estabelecidas pela União Europeia, só deverão ser suavizadas no início de 2006. O Reino Unido consegue uma auto-suficiência de 60 por cento na carne de bovino e a sua produção deverá aumentar para 875 mil toneladas, em 2006, devido à implementação destas novas medidas.
As regras continuarão a impedir a entrada na cadeia alimentar de carne proveniente de gado nascido antes de 1 de Agosto de 1996. A ministra da Agricultura, Margaret Beckett, acrescentou que o governo trabalhará, em Bruxelas, para «garantir que a carne de bovina do Reino Unido de gado nascido em ou depois de 1 de Agosto de 1996 possa ser exportada o mais rapidamente possível», cita a Reuters.
Fonte: Reuters e Confragi
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