A primeira região demarcada do mundo, a do Douro, comemora o 250º aniversário da demarcação pombalina em 2006, com congressos, provas de vinhos e outros eventos.
O Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, criou a Região Demarcada do Douro (RDD) em 1756 e várias personalidades e entidades durienses estão já a preparar um conjunto de iniciativas para assinalar a efeméride ao longo do próximo ano.
Para o efeito foi constituída uma equipa constituída por Luísa Valente, Jorge Dias, Luís Ramos, Francisco Silva, Vítor Nogueira, Miguel Videira, Bulas Cruz, Miguel Ramos Pinto, Manuel Poças Pintão e Rui Moreira.
A 21 de Janeiro esta equipa reúne-se para a elaboração de uma programação oficial das comemorações, juntando ideias e iniciativas já previstas por algumas entidades durienses.
O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) já preparou, nomeadamente, a realização de seis conferências sobre viticultura, enologia, marketing, comercialização, enoturismo e desenvolvimento regional, entre 21 e 23 de Junho.
Fonte do instituto referiu que estão ainda programadas visitas e provas dirigidas aos jornalistas estrangeiros para apresentação dos vinhos de 2005.
Esta iniciativa, designada “Os 250 anos da Região Demarcada do Douro”, tem o apoio do programa VINUS DURII.
Em Outubro, o IVDP associa-se ao congresso mundial da Associação Internacional dos Juristas de Direito Vitivinícola e, em data ainda a designar, vai organizar um seminário sobre “Regiões Demarcadas, alavancas de promoção enoturística ou mero imaginário colectivo”, que vai juntar as denominações de origem históricas de Rioja, Bordéus, Tokaj e Barolo.
O ponto alto das comemorações ocorrerá a 10 de Setembro, com uma “celebração internacional” que, através de vídeo-conferência, ligará as cidades dos principais mercados do Vinho do Porto, designadamente Madrid, Paris, Londres, Nova Iorque, Montreal e Rio de Janeiro.
O IVDP vai ainda editar um livro de fotografias dos marcos pombalinos com localização conhecida.
Para delimitar o espaço físico da mais antiga região demarcada do mundo foram implantados 335 marcos de granito ao longo do vale do rio Douro e seus afluentes, de Barqueiros até Barca D’ Alva.
A designação de Vinho do Porto surgiu na segunda metade do século XVII, na altura em que se iniciou a exportação deste produto, que tinha como principal destino a Inglaterra.
Os elevados lucros obtidos com as exportações geraram situações de fraude e de adulteração da qualidade do vinho generoso e, por isso, os principais produtores de vinho durienses exigiram a intervenção do governo.
A 10 de Setembro de 1756, no reinado de D. José I, é criada a “Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro” e, nesse mesmo ano, o Marquês de Pombal criou por lei a Região Demarcada do Douro (RDD).
Segundo fonte do IVDP, esta região possui um total de 250 mil hectares, dos quais 43 mil estão ocupados por vinha, estando consagrados apenas 31 mil hectares à denominação de Origem Porto.
Dos 39 mil viticultores que existem nesta região, apenas 25 mil beneficiam da produção de Vinho do Porto, que este ano rondou as 125 mil pipas, equivalentes a cerca de 125 milhões de euros.
A fonte referiu ainda que os vinhos do Douro e Porto representam no seu conjunto 70 por cento das exportações de vinho em Portugal e um contributo para a economia portuguesa de cerca de 400 milhões de euros.
Fonte: Agroportal
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