O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, admitiu hoje que o futuro da Docapesca pode passar pela sua privatização em 2007, face ao passivo da empresa.
No entanto, segundo Jaime Silva, ainda “está tudo em aberto” e a Docapesca poderá manter-se sob a tutela do Estado “se for tornada rentável”, assumindo uma nova dinâmica na competitividade do sector em Portugal.
“A Docapesca tem um passivo que se acumula todos os anos”, disse o ministro na Figueira da Foz, no âmbito de uma ronda local por “casos de sucesso” no domínio das pescas.
O responsável frisou que o Governo concedeu em Novembro um prazo de nove meses à Docapesca para repensar o seu futuro, mas defendeu que “todo o sector tem que reflectir” sobre esta matéria.
Na sua opinião, é necessário saber “qual é o papel” da empresa na economia nacional e “como pode ser uma mais-valia para o sector”.
“Temos que ganhar competitividade com projectos que invistam na inovação”, designadamente na área da transformação do pescado, com vista à exportação, acrescentou.
Jaime Silva afirmou que, para o Governo, a aquicultura “é também prioritária”, tendo em conta que cabe ao Estado enfrentar o problema dos recursos marinhos cada vez mais escassos.
Actualmente, as empresas de aquicultura portuguesas produzem 7.500 toneladas de peixe por ano.
O objectivo do Governo é que o sector aumente a produção anual para 30 mil toneladas.
Na deslocação à Figueira da Foz, Jaime Silva inaugurou esta manhã, às 08:30, as instalações da Cooperativa de Produtores de Peixe do Centro Litoral e visitou depois a Docapesca.
Visitou ainda a fábrica de conservas COFISA, a fábrica de congelação e transformação Deltafish Largopesca e a unidade de congelação Gialmar.
Fonte: Agroportal
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