As embalagens de leite actualmente indicam o local onde se processa o enchimento do produto, mas o consumidor ignora donde vem o próprio leite. Se os consumidores podem saber donde são originárias as maçãs que coloca no seu cesto de compras, porque hão-de ignorar onde se produz o leite que consomem? Até agora, a menos que o fabricante resolva especificar a respectiva origem, torna-se impossível saber de que país vem.
O que os consumidores podem saber é o local de embalamento, mas muitas vezes esta indicação contida na oval/círculo impresso na embalagem não coincide com o local onde o leite é produzido. Ou seja, podemos estar a beber um copo de leite polaco ou francês, que foi cuidadosamente embalado em Lugo.
Como saber onde o leite foi produzido? Os distribuidores, segundo o acordo lácteo recentemente assinado em Madrid – visando acabar com a crise nos preços – comprometeram-se a diferenciar a origem do produto até que se verifique a total implementação do logo Letra Q, o que significa, nesse caso, que o leite foi produzido em Espanha. Até esse momento, cada indústria tem que certificar o leite que embalala, mas ainda não vai apor aquele logotipo, mas, sem dúvida, servirá para conhecer o volume de leite importado.
Será uma espécie de bilhete de identidade temporário, exibido na prateleira do supermercado, esperando que o Governo aprove a legislação que permitirá a utilização daquele identificador.
As organizações agrárias pretendem que o a tutela agrícola espanhola, o MARM, torne públicos os dados com a informação sobre cada empresa. A partir desta semana, as prateleiras dos supermercados devem incorporar uma informação contendo o local de origem do leite contido em cada pacote ou garrafa, porque as empresas de distribuição vão pedir essa certificação às indústrias, para que os consumidores possuam informação efectiva e actualizada.
O diploma que inclui a obrigatoriedade da exigência da Letra Q na embalagem – o que comprovará que o leite é o espanhol – deverá ser publicado em Novembro, pelo que nos princípios do próximo ano, essa informação já deverá estar generalizada em todas as embalagens.
Fonte: Anil
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