As duas maiores empresas nacionais de retalho organizado, a Jerónimo Martins e a Sonae Distribuição, têm vindo a conquistar terreno às suas concorrentes internacionais. O último “ranking” dos 250 maiores operadores do sector em 2008, elaborado pela consultora Deloitte e publicado recentemente, mostra que os portugueses estão activos, embora não lhes falte concorrência.
De acordo com o relatório Global Power of Retailing, a Jerónimo Martins, dona da insígnias Pingo Doce, Feira Nova e Recheio, ocupa agora a 116ª posição da lista, tendo escalado 22 lugares face a 2007. Já a Sonae Distribuição, que detém os hipermercados Modelo e Continente, registou uma subida de sete lugares, encontrando-se na 175ª posição.
Em termos globais, a norte-americana Wal-Mart mantém a liderança, com vendas de 285 mil milhões de euros. É seguida pelo grupo francês Carrefour e pela britânica Tesco, mas à distância. Estes dois últimos operadores geraram uma facturação de 86 e 72 mil milhões de euros, respectivamente, em 2007.
A Deloitte concluiu que, de entre as 250 empresas que integram o “ranking”, 44 registaram uma quebra nas vendas em 2007 – mais oito do que no ano anterior. Também o número de operadores que geraram prejuízos aumentou, passando de sete para 14.
O relatório destaca ainda o crescente peso das cadeias de “discount” nos últimos anos. Prova disso é a subida do grupo Schwarz, dono da insígnia Lidl, para sétimo lugar do “ranking”, ultrapassando os gigantes britânicos Target e Costco. Este operador tem, aliás, crescido a um ritmo mais elevado do que qualquer outra empresa do “top ten”.
É também cada vez mais nítida a afirmação das empresas russas, chinesas e sul-coreanas. Dois grupos oriundos da China, por exemplo, passaram a integrar a lista dos dez maiores.
Fonte: Anil
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