O Instituto de Investigação e Tecnologia Agro-alimentar (IRTA) publicou um estudo no qual conclui que 20 metros é a distância ideal de separação entre explorações de cultivos transgénicos e explorações convencionais.
Os cientistas constataram que àquela distância, os produtos convencionais não são contaminados em mais de 0,9 por cento por elementos transgénicos. Esta percentagem é o limite legal de presença de organismos geneticamente modificados em produtos alimentares na União Europeia. Todos os produtos que denotem mais transgénicos terão que ser etiquetados como tal.
O estudo mostra que a colheita de milho de nove em doze explorações convencionais contíguas a parcelas cultivadas com transgénicos estava dentro dos limites legais estabelecidos, reconhecendo-se, contudo, que estes resultados poderão estar ligados ao facto do milho convencional ter sido semeado primeiro.
O Agrodigital avança que os cientistas concluíram, mesmo assim, que a mistura em silo da produção dos 12 campos de cultivo analisados resultaria num produto com 0,46 por cento de organismos geneticamente modificados, claramente inferior ao limite de 0,9 por cento.
A cientista Joaquina Messeguer explica que «não se realizou nenhum ensaio específico, mas apenas se analisaram campos semeados por agricultores que livremente decidiram plantar milho Bt comercial e que não estabeleceram nenhuma medida de controlo para evitar o fluxo de genes».
Fonte: Agrodigital e Confragi
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