O director-geral de Veterinária admitiu hoje em F aro a hipótese de voltar a ser proibida a venda de aves vivas em mercados nas zonas consideradas de risco para a propagação da gripe das aves, como a Ria Formosa.
Contudo, a aplicação da medida vai depender dos resultados da vigilância na Europa, de surgirem ou não aves positivas e também dos dados nacionais dentro do plano de vigilância da doença, explicou Carlos Agrela Pinheiro.
“Não faz sentido avançar com restrições severas sem qualquer propósito”, disse, reafirmando que os planos de vigilância e contingência se mantêm com as mesmas medidas.
O director-geral de Veterinária falava hoje aos jornalistas à margem do encerramento da 45ª reunião luso-espanhola de Saúde e Produção Animal, que reuniu várias dezenas de veterinários num hotel de Faro.
“A vigilância está ao nível máximo, nunca o baixámos”, garantiu, advertindo que o principal perigo é o contacto entre aves selvagens e de produção.
Nesta reunião, de periodicidade anual, além da gripe das aves, estão a ser discutidos temas relacionados com outras doenças veterinárias, tais como a língua azul e as salmonelas e os planos de erradicação da tuberculose, brucelose e leucose.
As jornadas incluem também análises sobre a identificação animal, o registo das explorações, os controles veterinários, a regulamentação sobre bem-estar animal, as raças em perigo de extinção, as experiências sobre técnicas de eliminação de cadáveres de animais e a modificação da norma de qualidade dos produtos do porco ibérico.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal