Direcção Regional de Agricultura garante legalidade do milho

A Direcção Regional de Agricultura do Algarve (DRAALG) afirma não poder chumbar a plantação de milho transgénico, em Silves, porque está «totalmente legal».

Segundo um técnico da DRAALG, Entrudo Fernandes, a plantação de 50 hectares de milho transgénico, está dentro das normas comunitárias e foi autorizada pelos respectivos serviços depois de efectuada uma primeira inspecção no terreno em Maio.

O técnico diz não estar «tranquilo», mas a lei tem que ser aplicada, adiantando ao Observador do Algarve, que a autorização para a plantação, efectuou-se ao abrigo do Decreto-Lei n.º160/2005, a versão portuguesa da norma comunitária que licencia perto de 50 variedades de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).

O responsável pelo acompanhamento da única plantação de OGM da região em causa, tem agendada uma segunda inspecção para executar antes da colheita, no próximo mês de Setembro, tal como previsto pela lei.

Em relação aos protestos do movimento ecologista “Verde Eufémia”, o técnico da DRAALG, «compreende os receios» mas isenta-se de responsabilidades que, segundo o mesmo, foram assumidas pela União Europeia (UE), garantindo aos agricultores «formação e apoio» tanto das empresas que fornecem as sementes como da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

A Herdade da Lameira foi a primeira exploração a requerer no Algarve a plantação de OGM, apesar da região ter sido a primeira do país a declarar-se livre, em 2004, de culturas com OGM, numa declaração assumida pela Junta Metropolitana do Algarve (AMAL).

O milho transgénico tem vindo a ganhar adeptos devido à sua elevada resistência a duas espécies de lagartas responsáveis pela devastação de culturas inteiras, explica Entrudo Fernandes.

Fonte: Confragi

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