Dietmed ameaça processar Estado

Empresa responsável pela Depuralina exige esclarecimentos sobre suspensão da venda
A empresa que comercializa o suplemento alimentar Depuralina em Portugal admite recorrer à Justiça caso não obtenha do Ministério da Agricultura respostas para a suspensão da venda do produto decretada terça-feira, disse hoje fonte da empresa.

Em conferência de imprensa, Miguel Angel Isidro, director técnico e do laboratório da empresa que comercializa a Depuralina, a Dietmed, informou que irá reunir-se hoje com o Ministério da Agricultura em busca de respostas para a suspensão.

O responsável diz esperar que na reunião com o Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura fiquem esclarecidos quais os motivos da suspensão da venda do produto e que a situação volte a ser a mesma que era na segunda-feira.

Caso não obtenha essas respostas, o responsável admite recorrer aos tribunais “como qualquer outra pessoa que seja pisada e alvo de uma injustiça”.

O director técnico da Depuralina em Portugal, Ricardo Leite, garantiu que o produto respeita toda a legislação sobre suplementos alimentares, que decorre da transposição de uma directiva comunitária também aplicada em países como a Espanha, França e Alemanha.

O mesmo responsável diz que o rótulo do produto inclui todos os seus componentes e tem uma advertência especial para os alérgicos ao glúten (só os medicamentos são obrigados a indicar as contra-indicações e reacções adversas e a Depuralina não é um medicamento, mas sim um alimento).

Venda suspensa por suspeita de reacções adversas

A venda do suplemento alimentar Depuralina foi terça-feira suspensa, na sequência da notificação de três casos de reacções adversas graves, que podem estar associados ao consumo do produto.

Num comunicado conjunto da Direcção-Geral da Saúde, Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e Infarmed foi oficialmente divulgada a suspensão imediata da venda do suplemento alimentar devido a “fortes suspeitas de associação causal entre a utilização” do produto e o aparecimento de episódios tóxicos graves.

As “fortes suspeitas” de casos de reacção alérgicas e toxicidade no fígado devido ao consumo da Depuralina surgiram após a notificação de “três casos graves de doença aguda, e após análise por especialistas” das três instituições.

Identificada a situação pelos dispositivos de alerta, seguindo o princípio da precaução e por razões de protecção da saúde pública, foi assim determinada a suspensão imediata da comercialização, refere o comunicado oficial.

O documento recomenda ainda que os consumidores do suplemento suspendam o seu consumo e caso apresentem qualquer alteração do seu estado de saúde, consultem de imediato um médico.

Fonte: Sic Online

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