Desenvolvimento experimental pode ajudar a proteger produtos frescos de microrganismos potencialment

Um tratamento experimental do Serviço de Investigação Agrícola (ARS) dos EUA poderá um dia ajudar a proteger alguns produtos frescos de microrganismos potencialmente perigosos, tais como Salmonella, Listeria e Escherichia coli.

O tratamento baseia-se em plasma frio, que é gerado quando alguma forma de energia concentrada – neste caso, a electricidade – é introduzida num gás até que os electrões livres sejam libertados dos átomos do gás.

Este processo de formação de plasma está relacionado com a tecnologia utilizada para criar chips de plasma para computadores. Além de aumentar a condutividade, o processo de transformar gás em plasma tem um efeito antimicrobiano. Os investigadores da ARS não são os primeiros a tirar partido desta tecnologia para fins de segurança alimentar, mas o seu método de produção tem o potencial de aumentar a eficiência e reduzir os custos quando aplicado em maior escala.

Outros cientistas em segurança alimentar utilizam misturas gasosas que incluem gases exóticos como o hélio ou o argon, para fazer plasma, mas a equipe da ARS está a utilizar a mistura gasosa mais barata disponível: o ar.

Para além das suas vantagens económicas, o ar – ao contrário de outros gases – não precisa de ser confinado a uma câmara fechada durante a produção de plasma. Isto significa que em uma escala piloto, este método especial de tratamento de plasma poderia ser feito de forma contínua, com uma correia transportadora, o que traduz numa melhor eficácia e maior economia de custos.

No Centro de Pesquisa Regional Oriental da ARS, em Wyndmoor, Pa., a microbiologista Brendan Niemira e o engenheiro José Sites – que estão a desenvolver o processo – expuseram amostras de maçã Golden Delicious a diferentes microrganismos patogénicos e trataram-nos com as amostras de plasma.

Os cientistas observaram que qualquer exposição ao plasma resultou numa redução significativa das patogenias sem prejudicar as maçãs. Aumentar o caudal de ar e o tempo de exposição aumentou a actividade antimicrobiana.

A pesquisa foi conduzida em escala de laboratório e ainda está em fase experimental. Estudos futuros irão incluir outros tipos de produção e ampliar a escala do processo de criação de plasma.

Fonte: Agroportal

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