A recente redução da produção de leite na União Europeia tem vindo a conduzir ao sucessivo inflacionamento dos respectivos preços à produção, tanto no mercado interno, como nos mercados internacionais. Esta situação está a condicionar as previsões de médio prazo. A UE-27 poderá ter, a curto prazo, um ligeiro aumento da produção, resultado do reforço produtivo dos doze novos Estados-membro, mas a médio prazo as previsões apontam para uma quebra gradual da produção.
Essa quebra poderá chegar a um nível próximo dos 148 milhões de toneladas em 2014, de acordo com as estimativas do relatório sobre as perspectivas dos mercados agrícolas no período 2007/2014, elaborado pela Comissão Europeia. O efectivo leiteiro comunitário poderá descer naquele período de 24,2 milhões de cabeças em 2007 para aproximadamente 22 milhões em 2014.
Já ao nível dos diferentes produtos lácteos a situação é diversa. Assim, espera-se que a produção de queijo na UE-27 possa vir a aumentar em 10 por cento a médio prazo, se bem que parte importante desse crescimento possa ocorrer a curto prazo, logo nos primeiros anos daquele intervalo. Já ao nível das exportações, as expectativas vão no sentido da sua redução já que as crescentes vendas no mercado comunitário limitarão os quantitativos disponíveis para comercialização nos mercados internacionais.
Dada a menor oferta de leite e a crescente produção de produtos de maior valor acrescentado, a manteiga e o leite em pó têm um futuro pouco promissor. A produção de manteiga na UE-27 deverá cair para um volume inferior aos 2 milhões de toneladas em 2014. Menores disponibilidadas associadas a uma maior concorrência nos mercados internacionais poderão, além disso, provocar uma redução dos quantitativos exportados. Relativamente aos stocks de manteiga, é muito provável que se mantenham a zero durante todo o período em análise [2007-2014].
Em relação ao leite em pó, a tendência de descida será mais limitada do que no caso da manteiga. Também aqui as previsões apontam para uma diminuição dos volumes exportados pela União Europeia.
Fonte: Anil
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal