Deco chumba saladas ‘fast-food’

Associação de consumidores exige uma fiscalização mais eficaz de tudo o que envolve a preparação de refeições.

Se frequenta cadeias de fast-food e pensa que uma salada de frango é mais saudável que uma sandes ou um hambúrguer está enganado, garantem os técnicos da Deco. Estas saladas são pouco nutritivas, têm muita gordura e são mal lavadas.

“É preferível comer um hambúrguer grelhado com uma dose pequena de batatas ou uma sandes de frango”, diz Rita Rodrigues, técnica da Pro Teste, perante os maus resultados dos testes a 17 saladas de frango . Sobretudo, porque as pessoas substituem a refeição por estes alimentos, julgando que são mais saudáveis. Mas faltam os hidratos de carbono, como massas, pão e leguminosas; e sobram os descuidos ao nível de higiene na confecção e na conservação.

Catorze saladas foram chumbadas e só uma teve um Médio. Detectaram gordura; ingredientes de fraca qualidade; produtos, bancadas e utensílios mal lavados; temperaturas de conservação elevadas.

Os técnicos desta revista da Deco visitaram as cadeias Burguer King, McDonald’s, 100″ Light, KFC, Companhia das Sandes e Pans & Companhia, localizadas na Grande Lisboa e Grande Porto. Concluíram que os problemas dependem sobretudo do estabelecimento. Por exemplo, a salada do Burguer King (Delight), no Dolce Vita (Porto), obteve a melhor classificação do teste (Médio), mas o mesmo produto comprado no Centro Comercial Colombo ou do Norte Shopping fica-se por um Médio/Medíocre. Quatro estabelecimentos obtiveram a classificação de Mau. São elas, em Lisboa, a 100% Light no Fórum Almada, a Companhia das Sandes do Oeiras Parque, a KFC do Vasco da Gama e, no Porto, a Pans & Companhia da Dolce Vita.

Fiscalização. Os técnicos da Pro Teste visitaram as cadeias de fast- -food em Julho e os testes serão publicados na edição de Janeiro. Os resultados são semelhantes a um estudo realizado em 1999. “Em cinco anos nada mudou. Não encontrámos problemas que ponham em causa a saúde pública, mas detectámos falhas graves na higiene e na conservação. As cadeias de pronto-a-comer adaptaram-se às necessidades dos tempos modernos – as pessoas procuram comida saudável -, mas não souberam adaptar-se aos métodos e formas de tratamento destes alimentos”.

A Deco culpa a fiscalização pela má qualidade das saladas e exige “uma acção mais eficaz de tudo o que envolve a preparação de refeições”, o que é da responsabilidade da Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar. Bastava haver mais cuidado na lavagem e ao nível dos desinfectantes. Os responsáveis do organismo contrapõem, salientando que a fiscalização é feita e que as saladas nem são os alimentos que levantam mais problemas.

Fonte: DN

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