A luta contra a obesidade poderá passar por banir toda a publicidade de alimentos pouco saudáveis para crianças. É uma hipótese que a Direcção Geral da Saúde não descarta. Francisco George, o director geral, reconhece que esta é uma tendência que já se verifica noutros países europeus e que tem de ser objecto de análise também em Portugal.
O assunto promete agitar a agenda de representantes de diferentes sectores. Francisco George convocou diversas entidades para que juntos possam assumir compromissos na prevenção da obesidade. Representantes da indústria agro-alimentar, dos consumidores, dos anunciantes, do comércio responderam à chamada. O director geral quer que sejam colocados no mercado alimentos com menos calorias, com menos sal e com menos açúcar.
Para Francisco George é essencial que todos trabalhem com a mesma preocupação e salienta que “não é possível criar um menu saudável sem a colaboração das associações deste sector, sem a colaboração de consumidores e sem a devida publicidade e é este o sentido de juntar parceiros para haver uma harmonia nas decisões que são tomadas sobre a prevenção e o controlo da obesidade”.
Pais querem «delegado» para vigiar dieta dos alunos
A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) propõe a criação de uma espécie de delegado de saúde nas escolas, que pode ser um professor ou um pai, para vigiar, entre outras coisas, o regime alimentar dos alunos. Esse «delegado de saúde» serviria também de ligação entre as escolas e as famílias, conforme explicou o vice-presidente da Confap, António Amaral, à margem da primeira reunião do conselho consultivo da Plataforma Contra a Obesidade, da Direcção-Geral de Saúde.
O responsável destacou que a concretização desta proposta exige uma maior participação dos pais e encarregados de educação na vida escolar dos filhos. A fim de inverter essa ausência actual dos pais, a confederação planeia lançar no final do mês uma «campanha de sensibilização e consciencialização das famílias». Ainda em fase de recolha de ajudas financeiras, a iniciativa tem já o apoio institucional do Ministério da Educação e deverá incluir spots publicitários na comunicação social e cartazes nas ruas. Um dos lemas será «a escola é de todos e para todos» e serão feitos apelos aos pais que «ainda não interiorizaram» que a sua responsabilidade na educação não se esgota em casa, segundo António Amaral.
Fonte: Anil
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