O Ministério da Agricultura finalizou o relatório de acompanhamento das culturas de organismos geneticamente modificados (OGM) referente a 2006, tendo concluído que as regras de co-existência garantiram a não contaminação.
As autoridades recolherem 18 amostras de grão de milho de campos de produção convencional, contíguos a explorações dedicadas ao milho transgénico. Os resultados laboratoriais permitiram concluir que a presença acidental de OGM limitou-se a valores inferiores ao permitido (0,9%).
Em concreto, dez das amostras apresentaram resultados negativos para a presença de OGM e as restantes oito amostras apresentaram valores de OGM inferiores a 0,5 por cento. É a partir destes dados que o Governo conclui que as medidas definidas na legislação nacional são eficazes.
A implementação integral do Decreto-Lei n.º160/2005, que regula a co-existência de cultivos OGM com o modo de produção biológico, decorreu na campanha de 2006 e abrangeu 40 produtores de milho, que semearam uma área total de 1254 hectares, ou seja, mais 62,4 por cento do que em 2005.
O Ministério da Agricultura pôs em prática um plano de acompanhamento destes agricultores, divulgando agora os resultados de um inquérito efectuado aos produtores de milho OGM, incluindo informação sobre a presença acidental do milho MON 810.
Determinou-se que a principal razão para o recurso ao milho OGM prende-se com a sua maior tolerância às brocas do milho. A quase totalidade dos agricultores inquiridos afirmou a intenção de voltar a semear variedades transgénicas por terem constatado as suas vantagens, particularmente ao nível económico.
O relatório da tutela refere-se também às acções de formação nesta área, que se direccionaram para técnicos de empresas, de organizações de agricultores e das direcções regionais de Agricultura, assim como para os próprios agricultores. O documento menciona, ainda, as acções de controlo e a inspecção de campos notificados, instalações e equipamentos agrícolas.
O “Relatório de Acompanhamento de 2006” está disponível para consulta aqui.
Fonte: MADRP
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