O montado alentejano está a ser ocupado por poderosas empresas espanholas do sector do porco preto. O território espanhol já não tem capacidade para absorver a produção, pelo que a solução é recorrer aos terrenos portugueses.
A Associação de Criadores do Porco de Raça Alentejana (ACPRA) estima que 50 proprietários tenham já cedido áreas de sobro e azinho para a criação do porco preto espanhol. Ganham cem euros por cada porco recebido. É um negócio que, aos proprietários, rende em média dez mil euros por ano.
Para os espanhóis, o cenário é ideal, porque evitam o investimento em terras e equipamento, limitando-se a alugar a propriedade de outros.
O presidente da ACPRA lamenta que sejam os próprios portugueses a permitir que os espanhóis fortaleçam a sua produção suína, que compete com a nossa produção. José Cândido lembrou que também há portugueses dispostos a alugar os terrenos para a criação de porco, mas não a cem euros por animal.
«O problema é que o poder económico das empresas espanholas lhes permite oferecer mais dinheiro pela ocupação das terras», cita o Diário de Notícias.
Fonte: DN
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