O cientista britânico John Houghton, ex-líder do painel científico das Nações Unidas sobre alterações climáticas, afirmou ontem que a criação de bovinos, ovinos e caprinos menos flatulentos pode ser crucial na luta contra o aquecimento global.
O investigador lembrou que as emissões de metano provenientes dos gases destes animais representam 20 a 30 por cento do problema das alterações climáticas. Sabe-se que o metano é produzido no estômago dos ruminantes, mas também através de outras fontes que a ciência ainda não descortinou completamente.
John Houghton esteve na Nova Zelândia a observar estudos de campo precisamente sobre esta questão e avançou que os testes já mostraram que a simples modificação dos pastos pode reduzir directamente as emissões de metano de bovinos, ovinos e caprinos em até 16 por cento.
De acordo com o Daily Telegraph, os 45 milhões de ovinos e caprinos e oito milhões de bovinos neo-zelandeses são responsáveis pela emissão de cerca de 90 por cento do metano total produzido pelo país. A vaca leiteira média produz cerca de 90 quilogramas de metano por ano, o que equivale, em energia, a 120 litros de combustível.
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação alertou, recentemente, para o facto das emissões de metano produzidas por animais em todo o mundo têm um impacto maior ao nível das alterações climáticas do que o sector dos transportes.
Fonte: Confragi
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