Os produtores de leite da América Central opõem-se a uma eventual abertura deste mercado regional no âmbito do Acordo de Associação que a América Central negoceia com a União Europeia (UE), informou ontem uma fonte do sector.
Jorge Pattoni, gerente de Dos Pinos, a principal cooperativa de leite da Costa Rica, defendeu que o tema leite tem a ver com a “auto-suficiência alimentar” dos países e por essa razão deve ser um mercado protegido.
“Na Costa Rica, por exemplo, um dos alimentos principais é o leite. Temos padrões de consumo semelhantes aos europeus. Somos o segundo consumidor da América Latina, pois em primeiro lugar está o Uruguai e a Argentina, e isso tem muito a ver com a nossa expectativa de vida e os índices de nutrição tão positivos que temos”, disse.
O empresário assegurou que as entidades governamentais “têm plena consciência que o leite é um tema sensível e que os sectores leiteiros centro-americanos têm de estar unidos para proteger a região das distorções do mercado mundial”.
Apesar da oposição a abrir o mercado do leite no istmo, os produtores de lacticínios da América Central vêem com bons olhos a possibilidade de exportar os seus produtos para a UE a médio prazo.
“Quanto mais portas abrirmos melhor poderemos planificar o crescimento. São mercados ricos, com altos índices de consumo de lacticínios e grande poder aquisitivo, que estão a experimentar sabores e tendências novas. Por sermos países tropicais podemos ter exuberância de frutas e bebidas lácteas com grande aceitação ali”, disse Peroni.
Não obstante, o empresário afirmou que, por agora, “a primeira prioridade é o mercado da América Central e das Caraíbas”.
A América Central e a UE estão a negociar um Acordo de Associação que deve concluído em 2008, que inclui acordos políticos, de cooperação e um componente de livre comércio.
Fonte: Agroportal
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