A Comissão Europeia apresentou ontem as suas propostas sobre as quantidades máximas de cada espécie que as frotas da UE poderão pescar no próximo ano. Comparativamente ao ano corrente e no que a Portugal diz respeito, os Totais Autorizados de Capturas (TAC) recomendados apontam para reduções das possibilidades de pesca para bacalhau, arenque, pescada e lagostim da Península Ibérica e badejo, e para aumentos de quotas para pescada do Norte e linguado.
Se os ministros das Pescas da União Europeia aprovarem as propostas no Conselho previsto para os dias 19, 20 e 21, a redução geral prevista para o bacalhau é de 25%, redução que a Comissão justifica pelo mau estado do recurso que, em 2007, deverá ser objecto de um plano de recuperação mais drástico que o actual.
Também os TAC para a pescada do Sul e para o lagostim sofrem cortes, de 10% cada, comparativamente a 2006, acompanhados de uma diminuição dos dias de faina. Segundo a Comissão, estas medidas justificam-se porque as quantidades capturadas este ano foram superiores às autorizadas em 40%.
Outras espécies capturadas pela frota nacional são sujeitas a reduções, como nos casos de badejo (-20%), tamboril (-14%), arinca (-15%), solha (-19,9%), juliana e escamudo (-20%, cada) e carapau de Açores e Madeira (-20% cada).
Já no caso da pescada do Norte propõe-se um aumento do TAC de 15%. Outros aumentos de TAC para espécies do interesse de Portugal incluem a sarda (+13%) e o areeiro (+3,3%). Enquanto que o TAC do linguado se mantém ao nível de 2006.
Na apresentação dos TAC, o comissário europeu do pelouro, Joe Borg, voltou a preconizar uma gestão judiciosa dos recursos de pesca europeus estritamente baseada nos pareceres científicos, com aposta, se necessário, nos planos de recuperação de espécies a longo prazo.
Fonte: Jornal de Notícias
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