Corrida contra a gripe das aves

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está “muito preocupada” com a ocorrência de um novo surto de gripe das aves na Rússia, mais concretamente em Tyumen, na Sibéria. Também na China, na região da Mongólia, dezenas de aves migratórias (cisnes e gansos) morreram nos últimos dias devido à doença . Mas, nos Estados Unidos, cientistas afirmaram terem testado com sucesso uma vacina humana contra esta ameaça, que já matou 40 pessoas na Ásia.

A vacina contra o vírus H5N1 (variante contagiosa para o ser-humano) foi fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Três universidades norte-americanas testaram-na num pequeno grupo de voluntários, com menos de 65 anos, que receberam duas inoculações. Os primeiros resultados, segundo responsáveis de saúde citados pelo New York Times e pelo Washington Post, “confirmam” que já existe um método eficaz de prevenção da doença.

Um tratamento que se revela cada vez mais urgente, dado o avanço da gripe das aves rumo à Europa. A localidade de Tyumen é o último exemplo da evolução da doença na Sibéria, onde já se procedeu ao abate de mais de 65 mil aves nas zonas afectadas. Ainda não há confirmação de que se trata da variante H5N1, mas a OMS está pessimista e avisa que “quanto mais o vírus se expandir, mais possibilidades há de se contagiarem seres-humanos”. Por precaução, a Comissão Europeia decidiu interditar as importações de aves vivas e de penas da Rússia e do Cazaquistão a partir de 12 de Agosto.

Fonte: DN

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