A empresa Corod, que importa carne de porco da Irlanda, vai voltar a comprar este produto assim que as autoridades do país o permitirem, continuando a existir procura entre os seus clientes, afirmou hoje fonte da empresa.
Carla Lopes, do Departamento Comercial da Corod, empresa de Vila do Conde, explicou à agência Lusa que as importações vão voltar ao normal assim que «seja possível cumprir o procedimento legal exigido».
A Irlanda autorizou hoje de novo o abate de suínos, cinco dias depois da suspensão das operações de abate, na sequência da descoberta de dioxinas.
A Corod salienta que vai manter a sua relação comercial com a Irlanda, iniciada «há muitos anos», quando estiverem repostas as condições higieno-sanitárias exigidas.
«Houve uma interrupção [das compras de carne de suíno], mas tudo vai voltar ao normal», defende Carla Lopes, acrescentando que não é a primeira vez que a empresa se depara com uma situação destas, tendo já acontecido tanto com a Irlanda como, por exemplo, com a Bélgica.
«São situações pontuais» que não afectam a confiança dos clientes da Corod, na sua maioria empresas transformadoras pois «o mercado sabe que estes casos surgem», acrescentou Carla Lopes.
Portugal, através do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, recebeu segunda-feira uma notificação pelo do Sistema de Alerta Rápido da União Europeia para Rações e Alimentos, com a indicação que era um dos 12 países da UE que teria recebido carne de porco da Irlanda.
Entraram em Portugal, 30 toneladas de carne de porco da Irlanda, em dois lotes importados a 20 de Outubro e 17 de Novembro.
No alerta rápido da Comissão Europeia era exigida a rastreabilidade das carnes importadas e sugerida, numa base voluntária, a sua retirada do mercado.
O Ministério da Agricultura já localizou 23,4 toneladas de carne de porco importadas da Irlanda e informou que as restantes «foram reexportadas e transformadas».
Fonte: Diário Digital
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