Copa-Cogeca responde às propostas sobre o futuro do sector lácteo da UE

Na sua resposta às propostas da Comissão europeia sobre o futuro do sector lácteo da União Europeia, o Copa-Cogeca enfatiza em algumas das medidas situadas na linha de pedidos, em especial no que diz respeito à melhoria da posição competitiva dos agricultores na cadeia alimentar.

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, declarou que a organização está «satisfeita com o facto de a Comissão ter fechado com rapidez as recomendações expostas pelo Grupo de especialistas de alto nível sobre as medidas a longo prazo para o sector europeu. O projecto da proposta responde a petições que visam a melhoria do posicionamento dos agricultores na cadeia alimentar, para que estes possam obter rendimentos justos de mercado e um melhor preço pelos seus produtos».

O presidente do Grupo de Trabalho “Leite e produtos lácteos”, do Copa-Cogeca, insistiu que a situação anterior pode ser possível «graças a normas de negociação colectiva através de apoio jurídico, aplicadas por reconhecidas organizações de produtores», acrescentando que tanto as cooperativas leiteiras como organizações de produtores devem ser reconhecidas, uma vez que são predominantes na Europa. O projecto de propostas deve reconhecer o papel das cooperativas e não impossibilitar que ganhem em altura e escala. Contudo, o Copa-Cogeca acolhe a abordagem da Comissão quanto aos contratos, que serão voluntários, entre os agricultores e os transformadores. «Desta forma, os produtores ganhavam estabilidade e poderiam reforçar o seu posicionamento na cadeia alimentar. Os contratos serão celebrados no âmbito das normas sobre a negociação colectiva, incluindo o preço», afirma Henri Brichart.

O responsável continua salientando que a intenção da Comissão com vistas a analisar o papel das organizações intersectoriais que já existem no sector europeu das frutas e hortícolas, sublinhando que finalmente crêem ser crucial que Bruxelas se esforce, através das suas propostas, em aumentar a transparência do mercado, em particular no dirigido aos volumes de leite produzidos na União Europeia (UE)».

Por outro lado, Pekka Pesonen reforça que as novas políticas não devem supor um aumento de carga administrativa que recaia nos agricultores e nos operadores do sector. «As propostas estão incompletas, desde que não incluam as medidas da UE para gerir o mercado, As mesmas devem manter-se para proteger os agricultores perante a extrema volatilidade do mercado e garantir a existência de uma produção láctea sustentável e competitiva na Europa», concluiu o responsável.

Fonte: Confagri

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