Conversão Carrefour em Continente ainda este ano?

A Sonae considera ser possível converter alguns hipermercados Carrefour na insígnia Continente ainda este ano. A empresa de Belmiro de Azevedo espera que a compra da cadeia francesa em Portugal seja aprovada pela Autoridade da Concorrência (AdC) antes dos seis meses previstos na legislação.

Caso tal se verifique (ou seja antes de Janeiro), a Sonae conseguirá mudar os hipermercados para a marca Continente este ano, uma operação que “apenas demora duas semanas”, disse ao DN fonte da administração da Sonae Distribuição. Realizar esta conversão para a insígnia Continente antes do Natal seria particularmente relevante para a Sonae, uma vez que o mês de Dezembro é o mais importante para o sector do retalho.

Numa conferência com analistas realizada esta semana, Paulo Azevedo revelou que a Sonae espera um aumento do cash flow operacional de 0,5 por cento em três anos, devido às sinergias que serão criadas com a fusão das duas cadeias e ao aumento de vendas previsto. Para o analista Rui Colaço, do BCP, a operação só seria viável, pelo preço que foi pago, se aumentasse em 0,4% a margem do EBITDA . A integração do Carrefour permitirá à Sonae obter ganhos de escala a vários níveis, como o corte em custos de logística, marketing e nas funções administrativas.

A Sonae está “optimista” em relação à aprovação da operação do Carrefour em Portugal, constituída por 12 hipermercados e 11 licenças para novos espaços, das quais quatro dizem respeito a hipers em centros comerciais, disse já Nuno Jordão, presidente executivo da Sonae Distribuição. Na conferência de imprensa de apresentação do negócio, o responsável destacou que a Sonae estudou a questão da concentração no sector da distribuição, tendo contratado “consultoras de renome internacional. Temos muita informação para esclarecer a AdC no que for preciso”. Nuno Jordão frisou que a autoridade liderada por Abel Mateus, que classificou de “muito competente e isenta”, terá em breve “muita informação” logo que a Sonae a notifique da operação de compra, o que deverá ocorrer “dentro de dias”.

O certo é que em algumas regiões, existe uma grande proximidade das lojas Continente e Carrefour. É o caso, por exemplo, de Loures e Odivelas e de Vila Nova de Gaia. Nestas zonas, poderá ser necessário converter um hipermercado numa loja de outra insígnia da Sonae, nomeadamente da área não alimentar. A nível global, considerando todo o tipo de lojas do mercado alimentar, a Sonae passará de 25% para 30% de quota. Contudo, Nuno Jordão destacou que tendo em conta a área que já está licenciada, a quota baixará para 26%. “Existem mais de 400 mil metros quadrados autorizados para novos estabelecimentos”. A Sonae, entretanto, quer continuar o plano de expansão do Carrefour, razão pela qual não estão previstos despedimentos de funcionários.

Fonte: Anil

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