Continente, Minipreço e Lidl competem pelos clientes

Lojas como Minipreço ou Lidl apostam em produtos de marca própria. E a entrada no mercado destes operadores de ‘discount’ obrigou as marcas como o Continente a aumentarem a sua oferta neste segmento e até a lançarem produtos onde o posicionamento é o preço. À guerra de supermercados pela captação de clientes, que se tem repercutido na redução das margens, foi somada a crise económica.

A procura de produtos de marca própria aumentou, mas se para o Lidl a crise “oferece oportunidades”, o Minipreço considera que será necessário “introduzir novos estímulos” para incrementar as vendas. No continente, as vendas de marca própria estão em crescimento.

Em Junho do ano passado, a empresa dizia que a marca Continente deveria apresentar vendas brutas de 600 milhões de euros em 2008. O mercado português registava nessa altura crescimentos de 25% ao ano e o Continente apostava no lançamento de linhas “gourmet” e biológica, salienta fonte oficial da empresa.

Além disso, a “política de marcas próprias desde sempre assentou no acompanhamento das tendências de mercado”. E, por isso, a Sonae Distribuição apostou na criação de dois segmentos de marca própria. A marca Continente, com um posicionamento de qualidade, e as marcas de produtos económicos (É, Sou, Sim e Para) para um patamar de preços mais baixos.

Com o agravamento da crise, a procura de marcas próprias terá registado um forte impulso. Mas ainda assim o negócio das marcas próprias poderá não ser suficiente para alavancar crescimentos nas vendas neste clima de forte recessão.

O Minipreço assumiu há um ano o objectivo de atingir vendas de mil milhões de euros em 2010, mas neste “ambiente de crise e de perspectivas mais moderadas quanto à evolução do consumo, será necessário introduzir novos estímulos para concretizar este objectivo”, não sendo suficiente o crescimento orgânico já projectado, afirma Tiago Câmara Pestana, administrador do Minipreço.

Com vendas brutas de 924 milhões de euros no ano passado, um crescimento de 11,8 por cento face a 2007 (826 milhões), o Minipreço prepara-se para avançar com “um conjunto de acções direccionadas à captação de quota adicional de compras de clientes”. A estratégia passa por acelerar o plano de renovações nas lojas de proximidade e alargar a oferta nas lojas de atracção.

Já o Lidl considera que em tempos de crise “os ‘discounts’ conseguem muitas vezes ganhar novos clientes, já que a necessidade de poupar e gerir melhor o orçamento familiar ajuda a ultrapassar preconceitos que possam existir em relação aos produtos de marca própria”, diz a administração da cadeia alemã.

Certo é que os dois ‘discounts’ vão continuar a expandir as respectivas redes de lojas no país. O Lidl prevê abrir entre seis a 12 lojas este ano, contra as 18 que entraram em exploração em 2008 e implicaram um investimento de 60 milhões de euros. Já o Minipreço de verá investir perto de 55 milhões de euros em 2009.

Fonte: Anil

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