Embeleza a pele, reforça os dentes e previne o envelhecimento das células, prometem os fabricantes. Pela manhã. refresca; pela noite, assegura um sono tranquilo. Aos futebolistas chineses é recomendado que bebam leite para aguentar o ritmo dos seus rivais estrangeiros. Centenas de milhares de alunos recebem leite grátis nas escolas.
E já são lendárias as palavras do primeiro ministro Wen Jiabao: “Tenho um sonho, o sonho de permitir que cada chinês, em especial as nossas crianças, possam beber meio litro de leite por dia.”
Este sonho, em conjunto com a crescente procura por parte dos cidadãos, cada vez mais conscientes da importância de uma boa saúde, fez aumentar o ano passado as importações de produtos lácteos em torno dos 25 por cento. Que o crescimento da população seja responsável não apenas pela subida dos preços do petróleo,
mas também do preço do leite em alguns países europeus, como a Alemanha, não é mais do que um infâmia dos inimigos da China que vêm no gigante asiático uma crescente ameaça, sustenta-se em Pequim.
A indústria láctea é relativamente recente na China. As primeiras vacas leiteiras foram levadas para o país por missionários das potências coloniais, em meados dos século XIX. Como outros povos asiáticos. os chineses não se mostraram a princípio demasiado cómodos com o leite. Não são conhecidas estatísticas exactas, mas investigadores descobriram que até 90 por cento dos norte-americanos de origem asiática sofriam dificuldades para digerir a lactose.
Na China comunista o produto era apenas conhecido, o pouco leite que existia era distribuído, com autorização especial, a idosos, doentes e crianças de tenra idade. “Ninguém podia permitir-se bebê-lo porque era tão caro e havia tão pouco”, refere um habitante de Xanghai.
Hoje, nos melhores supermercados das cidades mais próperas, os chineses podem encontrar leite fresco, iogurtes ou queijos. De acordo com Chinese Dairy Board, o consumo aumentou setenta e seis por cento entre 2000 e 2006, até alcançar uma capitação de 25,6 quilos. Trata-se, em todo o caso, de apenas um quarto da capitação média a nível mundial. Entretanto, o país desenvolveu uma importante produção própria, que em 2006 cresceu 15 por cento. Deste modo, a China superou a Rússia e o Paquistão e converteu-se no terceiro maior país produtor, à escala global, a seguir à Índia e aos Estados Unidos.
A facturação do sector, refere o Chinese Dairy Board, multiplicou-se por sete desde 1998, uma oportunidade mais do que atractiva para produtores internacionais, como a Danone, a Fonterra, a Parmalat ou a Nestlé, que estão já a investir significativos montantes na China.FONTE: El Universal/Diário do Povo.
Fonte: Anil
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