Segundo os dados do estudo Consumidor da Marktest, o número de lares onde se consomem gelados mais do que duplicou nos últimos cinco anos. O estudo Consumidor 2006 contabiliza 1 907 mil lares no Continente onde se consomem gelados, um valor que representa 54.4 por cento do universo em estudo, o que significa que o produto já atinge mais de metade dos lares nacionais.
O número de lares que consomem estes produtos tem aumentado nos últimos anos, mais que duplicando face aos 25.2 por cento de lares consumidores contabilizados em 2001. Na análise da penetração deste produto, a idade da dona de casa (indivíduo responsável pelas compras do lar) e a classe social são as variáveis mais discriminantes, pois são as que revelam maiores diferenças de comportamento entre os indivíduos.
O consumo deste produto é superior nos lares com donas de casa jovens, naqueles onde o chefe de família (indivíduo que contribui com maior rendimento para o lar) exerce ocupação como quadro médio ou superior e nos de classe social mais elevada. Pelo contrário, o consumo de gelados apresenta maior desvio negativo face à média nos lares com donas de casa mais idosas, naqueles onde o chefe de família é inactivo, nos da classe social baixa, naqueles cuja composição familiar tem uma idade média mais elevada e nos lares da região Interior Norte.
Nos lares onde a dona de casa tem entre 25 e 34 anos o consumo de gelados atinge os 71.9 por cento, um valor próximo dos 71.5 por cento de lares consumidores com chefes de família quadros médios e superiores ou dos 70.1 por cento observados junto dos lares das classes sociais alta e média alta. Entre as regiões, as maiores taxas de consumo de gelados são observadas junto dos lares do Grande Porto e da Grande Lisboa, respectivamente 64.8 e 63.7 por cento.
Fonte: Anil
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