O consumo de azeite impede que se produzam no organismo tecidos cancerígenos, segundo explicou um especialista na matéria e membro do departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade de Granada, Angel Gil.
No âmbito da sua participação no I Congresso Mundial de Nutrição, que decorre até 30 de Setembro em Barcelona, o especialista explicou como actua o azeite no corpo humano, face a outras gorduras como por exemplo provenientes do girassol, do peixe e da carne. Assim, assinalou que de acordo com um estudo por si realizado «enquanto que o azeite de oliva e o do peixe diminuem a criação dos três grandes cancros relacionados com a alimentação, o do girassol e o de carne fomentam o seu aparecimento». No entanto, esclareceu, isso não significa que quem ingira óleo de girassol tenha mais probabilidade de padecer de algum tipo de cancro face ao azeite de oliva, embora exista alguma influência.
Angel Gil indicou que nesse mesmo estudo, realizado recentemente, «40% dos ratos alimentados com óleo de girassol morreram com tumores face aos alimentados com azeite de oliva, que registaram baixos níveis de tumores». Tal poderá explicar o facto de os habitantes do Mediterrâneo, caracterizadas por adoptarem uma alimentação rica em azeite, frutas e verduras, terem mais longevidade do que os localizados nos outros países.
Fonte: Confragi
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