Quando escolhem um produto alimentar, 64% dos consumidores portugueses têm como principal critério o sabor (de acordo com um estudo da TNS de 2006).
Para dar garantias nesta matéria, os produtos poderão candidatar-se ao “Reconhecido Sabor do Ano”, uma iniciativa realizada há dez anos em França e que foi agora trazida para Portugal pela Trynetwork.
Simultaneamente, o projecto está a ser implementado na Bélgica e, em breve, em Espanha.
Para usar o símbolo nas suas embalagens, as marcas terão de se inscrever no concurso e submeter-se a análises físico-químicas para aferir a sua qualidade e se os ingredientes correspondem ao divulgado.
Depois vem a prova final: os produtos serão avaliados pelos consumidores.
Em Portugal, serão cerca de 10 mil pessoas a dar notas a produtos de várias categorias (no primeiro ano esperam-se que sejam entre 30 a 40, num total de 70 produtos).
Todos os testes serão feitos pelo Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa, e pela Escola Superior de Biotecnologia do Porto (Universidade Católica).
José Borralho, responsável pelo projecto em Portugal, afirmou que este símbolo têm impacto na notoriedade e nas vendas.
Em França, este símbolo tem uma notoriedade espontânea entre a população de 57%, subindo para 82% quando as idades se situam entre os 25 e os 34 anos.
“O símbolo é também um incentivo à compra, com 77% das pessoas a afirmarem que têm vontade de experimentar qualquer produto com este selo, pela qualidade associada e comunicada.”
Entre as empresas que participaram nesta iniciativa em França, a Bonduelle referiu que as suas vendas aumentaram entre 20% a 40%.
Os chocolates Lindt foram “reconhecidos três vezes. Todas as vezes sentimos efeitos extremamente positivos junto dos clientes e na nossa credibilidade de qualidade. Isto traduz-se igualmente em vendas, tornando a Lindt a marca mais dinâmica do mercado”.
Questionado sobre uma possível sobreposição deste conceito como o do “Produto do Ano”, no qual José Borralho trabalhava até agora na empresa Peres n Partners, o responsável sustentou que são projectos distintos, embora admita que possam ser concorrentes em algumas situações.
“O “Produto do Ano” premeia a inovação e obriga a que o produto a concurso seja novo. Nos “Sabores do Ano” qualquer produto pode candidatar-se independentemente da sua data de lançamento”, sublinhou.
Embora o sabor seja o principal critério, os produtos serão também avaliados em termos de odor e textura.
O direito de utilização do símbolo, por um período de 14 meses, significa um investimento de oito mil euros por produto. Caso não chegue à final, o gasto fica-se pelos mil euros. As inscrições começam dia 12 e terminam a 15 de Julho.
Fonte: Diário de Notícias
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