Consumidores manterão os novos hábitos de consumo

Um recente estudo realizado pela IGD revela que três quartos dos consumidores que alteraram os seus hábitos de consumo devido à recessão económica manterão estes novos hábitos no futuro, mesmo depois das várias economias recuperarem.

O estudo adianta ainda que está a surgir uma nova fidelidade por parte do consumidor à medida que os retalhistas e fabricantes entram na disputa intensa pelo valor.

Joanne Denny-Finch, CEO da IGD, refere que “à medida que os consumidores escrutinam cada cêntimo que gastam, realizam mais compras, desperdiçam menos, procuram mais promoções, planeiam melhor as refeições e gastam mais tempo a encontrar o melhor negócio”.
“Num mercado tão vibrante, no qual estão a surgir novos conceitos de fidelidade, os retalhistas e fabricantes estão a responder de forma muito rápida aos desafios apresentados pela crise económica”, refere a responsável. “Todos procuram oferecer valor e os mais eficazes estão a receber os prémios”.

O relatório da IGD destaca vários exemplos de conceitos vencedores, começando por referir que as marcas com fortes tradições possuem um considerável número de consumidores a seu favor, revelando 44 por cento dos consumidores que a força maior das marcas reside precisamente no “sabor e qualidade”, enquanto 27 por cento refere que prefere as marcas de fabricante porque “cresceram com eles”.

Por outro lado, os investimentos na qualidade e variedade das marcas próprias dos distribuidores está a dar frutos, adiantando o estudo que 66 por cento dos consumidores assumiram que viram uma clara melhoria qualitativa nas marcas próprias nos últimos dois anos.

O estudo da IGD avança ainda que os consumidores estão a visitar cada vez mais os supermercados de discount (com destaque para o Aldi, Lidl e Netto). Como exemplo, a IGD refere que os discounts possuem um grande potencial de crescimento, concluindo que 23 por cento dos consumidores admitem começar ou comprar mais vezes nas lojas, casos estas fiquem localizadas perto de casa ou do local de trabalho.

Para concluir, o estudo refere ainda que os 120 fabricantes de produtos alimentares ou bebidas consultados estão a responder de forma rápida e focada às alterações dos hábitos de consumo. 47 por cento das empresas estão a colocar ênfase no preço e valor através de publicidade e comunicação, 47 por cento está a focar-se na comunicação do valor da marca , 43 por cento está a aumentar a actividade promocional, e 42 por cento revelaram que mudaram o tamanho das embalagens, com o objectivo de ir ao encontro das novos tendências de consumo.

Joanne Denny-Finch concluiu que “quase um terço (31 por cento) dos consumidores ainda são obrigados a alterarem os respectivos hábitos de compras caso a conjuntura piore. Por isso, ainda há espaço para mais transformações e alterações no futuro”.

Fonte: Anil

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