Consumidores ainda “desconfiam” dos produtos nacionais

A conclusão é de um relatório apresentado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) no âmbito da campanha “Portugal. A minha primeira escolha”. No total foram inquiridos 819 consumidores. No inquérito, a assinatura “Compro o que é nosso” foi reconhecida pela maioria dos entrevistados (52 por cento) mas ainda assim não se traduz na prática numa maior valorização dos produtos portugueses.

Segundo os resultados, os produtos nacionais são percepcionados pela maioria dos entrevistados como iguais aos produtos estrangeiros. Metade dos entrevistados considera-os mais caros mas de igual qualidade. A apresentação do relatório teve lugar no Europarque em Santa Maria da Feira e contou com a presença de José Sócrates e Vieira da Silva, ministro da Economia.

Sector da indústria é o que mais aposta na campanha
A maioria das empresas que aderiram à campanha pertence ao sector da indústria (76 por cento). Os sectores alimentar (32 por cento) e têxtil, calçado e acessórios (15 por cento) constituem os sectores mais representados num total de 440 empresas. Cerâmica e construção ocupam o 3º lugar (10 por cento). Os sectores menos representados são o automóvel, os serviços e a indústria farmacêutica e química.

Porto (22 por cento), Aveiro (18 por cento) e Lisboa (17 por cento) constituem os distritos onde maior número de empresas aderiu ao projecto. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira ocupam o 4º lugar com 15 por cento do total das empresas envolvidas na campanha. Viseu, Coimbra e Santarém são os distritos menos envolvidos na campanha.

Campanha forte permitiu universalizar o “P”
No inquérito, a assinatura “Compro o que é nosso” foi reconhecida pela maioria dos entrevistados (52 por cento) mas ainda assim não significa que na prática os portugueses optem pelos produtos nacionais na hora da compra.

O programa foi lançado em finais de 2006 pela AEP. No mesmo âmbito, a associação decidiu realizar no ano passado, uma campanha intitulada “Portugal. A Minha Primeira Escolha” para promover os produtos e as empresas portuguesas nos media e nas grandes superfícies comerciais.

Segundo a AEP, os principais objectivos do projecto são a melhoria da competitividade e apoio à exportação e internacionalização do tecido empresarial português e sensibilização da opinião pública para a importância sócio-económica das marcas nacionais.

Ao todo estão envolvidas 440 pequenas e médias empresas maioritariamente, que são responsáveis por 1500 marcas. Entre elas estão a Saludães, as Conservas Ramirez, a RAR, Riberalves, J.P. Sá Couto, Farmacêutica Generis, Danone Portugal entre outras. No total, todas as empresas representam uma facturação agregada superior a 9 mil milhões de euros e empregam cerca de 55 mil pessoas.

O “P” maiúsculo é o selo da campanha que se encontra inscrito nas embalagens de inúmeros produtos alimentares, para casa e vestuário, seja nos supermercados ou nas grandes superfícies comerciais.

Fonte: Anil

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