Confrarias: presidente Conselho Europeu defende criação de rota enogastronómica

O presidente do Conselho Europeu de Confrarias (CEUCO), Carlos Martín Cosme, defendeu hoje, no Porto, a criação de uma rota enogastronómica europeia, que permita ao viajante conhecer e desfrutar das gastronomias tradicionais.

Carlos Martín Cosme apresentou a ideia no congresso Europeu de Confrarias vínicas e gastronómicas que reúne até domingo no Porto cerca de 450 convidados e membros da CEUCO, oriundos de Espanha, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Estónia e Portugal.

“Devemos iniciar os trâmites necessários para criar no seio do Conselho Europeu de Confrarias uma denominada “Estrada enogastronomica europeia com sabor a tradição”, propôs o presidente da CEUCO.

Segundo o responsável, a rota deverá contar com “os correspondentes apoios institucionais e envolver a colaboração das confrarias e associações enogastronómicas desde os Açores até à Grécia”.

O objectivo é defender a tradição vínica e gastronómica das diferentes regiões europeias.

“O viajante agradece, paga e fica mais tempo do que se for só ver a paisagem ou o monumento e tiver de comer uma refeição rotineira e mal feita”, friso u, considerando que “o turismo rural em forma de turismo gastronómico aumentou o número de visitantes a pequenas localidades que ameaçavam extinguir-se”.

Citou como exemplo o caso das Astúrias, em Espanha, que “em apenas uma década passou da depressão produzida pelo desmantelamento das siderurgias e mina s a uma potencia em turismo rural, com muitos e bons estabelecimentos hoteleiros e restaurantes que conseguem todos os anos novas estrelas Michelin e outros galardões similares em outros guias”.

No congresso estão representadas cerca de 70 confrarias dos sete países membros da CEUCO, 18 das quais portuguesas, que expõem no Edifício da Alfandega do Porto os produtos gastronómicos e regionais.

Os confrades e visitantes são convidados a conhecer, saboreando, os pra tos típicos e as tradições das regiões dos diferentes países representados no congresso, que tem como lema “Gastroturismo e enoturismo, o papel das confrarias e o sabor da tradição”.

Não faltam, entre outros petiscos, o queijo Gorgonzola e o vinho italiano, a broa de Avintes, o vinho do Porto, o cabrito, o leitão e outras especialidades portuguesas, o presunto, os pimentos assados e os doces asturianos, de Espanha, e os vinhos, queijos, licores e mel gregos.

Fonte: Agroportal

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