A cereja de Portugal passa a ter uma confraria sedeada na Cova da Beira, revelou hoje à Agência Lusa, José Rapoula, principal dinamizador da ideia.
“A confraria tem como objectivos a defesa da cereja nacional, desenvolver e apoiar alguns trabalhos de investigação sobre o fruto e dinamizar a sua promoção no país e no estrangeiro”, explica aquele responsável.
José Rapoula reconhece que já existem diversas associações e entidades que juntam produtores por todo o país, “mas a vantagem da confraria passa pelos eventos promocionais e por vir a contar com figuras conhecidas como confrades”.
“Tudo isto vai ajudar a chamar a atenção para o fruto”, realça.
José Rapoula é presidente da Cooperativa de Fruticultores da Cova da Beira e faz parte do conjunto de 12 pessoas, “por entre produtores e aficionados da cereja” que resolveram criar a confraria.
“E também faço parte da Confraria do Azeite sedeada aqui na região, já vi resultados positivos e penso que o mesmo se pode conseguir com a cereja”, sublinha.
A escritura pública de constituição foi celebrada terça-feira na Quinta das Pedralvas, em Alcongosta, a freguesia com maior densidade de cerejais no concelho do Fundão, que por sua vez é aquele onde mais cereja se colhe anualmente em Portugal.
“Até final do Verão deve acontecer o primeiro capítulo (assembleia-geral) da confraria, para escolha da sede e tomada de posse dos órgãos sociais: o triunvirato (direcção) e a vedoria (conselho fiscal)”, refere José Rapoula.
“Nessa altura contamos também receber os primeiros confrades”, sublinha.
Segundo José Rapoula, a produção nacional de cereja ascende a 11 a 12 mil toneladas por ano, cerca de metade da qual proveniente da Cova da Beira.
Depois da criação da Confraria da Pêra Rocha, na região Oeste, “esta é a segunda confraria dedicada a um fruto em Portugal”, realça José Rapoula.
Fonte: Agroportal
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