A forte concorrência chinesa e espanhola obrigaram a indústria de concentrado de tomate nacional a baixar os preços em 20%, nos últimos quatro anos.
Fortemente subsidiados pelo seu governo, os chineses entraram em forte no mercado europeu (para onde segue 80% das nossas exportações). “Mais difícil foi a entrada deles nos nossos outros mercados: o Japão e o Médio Oriente, para onde exportamos 15%. Trata-se de mercados exigentes em termos de qualidade”, explicou ao CM João Ortigão Costa, presidente da Associação dos Industriais de Concentrado de Tomate (AIT).
Segundo este responsável, preocupante é também a concorrência de Espanha, que nos últimos dois anos abriu uma série de fábricas na Extremadura. É nessa zona que é produzido 80% do concentrado de tomate espanhol.
“Espanhóis, também eles subsidiados pelos governos regionais, e chineses, colocam o produto no mercado a preços idênticos, ou seja, entre 15 a 20% mais barato do que nós”, realçou.
Portugal arrecada em média 160 milhões de euros com a exportação de concentrado de tomate. Este produto vem logo atrás da cortiça e do vinho.
Actualmente existem no País 10 fábricas que empregam, no Verão, 5000 pessoas, a maioria no Ribatejo, que é a região de onde sai 85% da nossa produção.
Fonte: Correio da Manhã
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