A agricultura portuguesa vai ter dois mil milhões de euros nos próximos sete anos para apostar no apoio à competitividade, podendo alavancar investimentos de 3,5 mil milhões de euros, afirmou ontem o secretário de Estado do sector.
Luís Vieira referiu-se à importância da inovação, tanto em termos de competitividade, como da segurança alimentar, e avançou que as fileiras (conjunto de entidades que integram todo o processo de desenvolvimento do produto até ao consumidor) podem procurar parceiros na área da investigação, mesmo estrangeiros, e beneficiar de apoios até 75 por cento a fundo perdido.
O secretário de Estado Adjunto da Agricultura e Pescas falava durante a assinatura de um protocolo com Os Mosqueteiros com o objectivo de fazer a ligação entre os produtores e o grupo de distribuição.
Luís Vieira defendeu que os desafios para os agricultores são cada vez mais a competitividade, produzindo com qualidade em concorrência com outros mercados, e a segurança e qualidade alimentar.
Por isso, a aposta no próximo quadro comunitário de apoio, até 2013, é o eixo da competitividade que dirige apoios a áreas como a diversificação, a inovação, redimensionamento, direccionamento da produção para o mercado externo ou divulgação dos produtos nacionais, nomeadamente na grande distribuição.
Quanto à ajuda a empresas agrícolas que querem apostar na internacionalização, como já acontece em alguns sectores como o vinho ou o azeite, também podem receber apoios para realizar estudos de mercados, para obter recursos humanos qualificados ou para abertura de escritórios no exterior.
“Os mercados [externos] também representam oportunidades e não só ameaças”, salientou o responsável do Ministério liderado por Jaime Silva.
O secretário de Estado recordou que “os produtores sabem produzir com qualidade, mas falta ultrapassar o estrangulamento da distribuição”, o que, segundo Luís Viera, podem conseguir através de factores como o cumprimento de prazos de entrega ou a obtenção de um volume significativo de produtos.
A adaptação das empresas agrícolas inclui também a rastreabilidade dos produtos (controlo da sua história desde que são cultivados até que são consumidos), a rotulagem e a imagem, frisou.
Concretizando todo o conceito de modernização dos produtores, o secretário de Estado realçou que vão ser privilegiados parceiros estratégicos, por exemplo na inovação, como as universidades, mas “sempre com projectos numa lógica de fileira e não de uma forma avulsa”.
“As iniciativas de fileiras bem organizadas são sempre bem-vindas para resolver problemas”, nomeadamente na investigação, onde Luís Vieira admitiu que o Estado não teve êxito.
Por isso, os agricultores podem procurar parceiros da área da investigação e apresentar as suas candidaturas para apoios até 75 por cento do total do projecto, a fundo perdido.
Fonte: Confragi
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