As comissões vitivinícolas da Bairrada (CVB) e do Dão (CVD) disseram-se disponíveis para se unirem num único organismo: a Comissão Vitivinícola Regional do Centro. Exigem, contudo, que existam secções especializadas e autónomas.
A proposta, praticamente imposta pelo Governo, pretende agregar vinhos das regiões da Bairrada e do Dão, mas também da Beira Interior, de Távora, Varosa, Lafões e Terras de Sicó.
A união das duas comissões vitivinícolas está longe de reunir consenso e, dentro do próprio Conselho Geral da CVB, alguns agricultores defenderam a candidatura independente da Bairrada à nova entidade certificadora do vinho.
O presidente da CVB, João Casaleiro, considerou, contudo, que contrariar a interpretação do Instituto da Vinha e do Vinho do despacho do Ministério da Agricultura que indica candidaturas conjuntas à nova entidade «poderá não ser a melhor solução».
O presidente da CVD, Valdemar Freitas, concordou. Aliás, o responsável já tem vindo a defender que o novo quadro legal para as entidades certificadoras do vinho implica um organismo único para o Centro. Afirma que, na sua região, «os produtores já se convenceram desta solução», cita o Jornal de Notícias.
O último Conselho Geral da CVB concluiu que a comissão vitivinícola está, então, disposta a unir-se à CVD, mas apenas mediante a salvaguarda de determinas condições que permitam a manutenção de uma estrutura técnica na Bairrada, a defesa da marca “Bairrada” e a existência de equilíbrio nos órgãos deliberativos da futura entidade certificadora que evite maiorias absolutas.
Fonte: Jornal de Notícias
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