A Comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer Böel, afirmou, numa sessão realizada no Parlamento Europeu, que apoiará um aumento das quotas leiteiras superior ao que está actualmente proposto (cinco vezes um por cento anual) “se existir uma maioria de países comunitários” que solicitem nesse sentido.
Mariann Fischer Böel afirmou, durante um seminário organizado pelo Partido Socialista Europeu (PSE), que um incremento anual de um por cento nas quotas de produção de leite, a partir de 2009, é uma cifra “muito modesta”.
Por esse motivo, reforçou que “se existir uma maioria de Estados membros que queiram um aumento superior das quotas – por exemplo, dois por cento ao ano – não me oporei a esse aumento”.
A Comissária recordou que o aumento progressivo dos direitos de produção de leite, até ao seu respectivo desaparecimento em 2015, é uma das medidas previstas dentro do exercício do Health Check da Política Agrícola Comum para enfrentar “os novos desafios da agricultura”.
A proposta de revisão ou “exame de saúde” da PAC prevê que em 2015 seja liberalizada a produção de leite e que, até esse momento, para que o sector se possa ir adaptando a essa nova realidade, seja realizada o que se tem vindo a designar como “aterragem suave”, de que faz parte o incremento anual de um por cento das quotas dos diferentes Estados-membro durante cinco anos, a partir de 2009.
Outra das medidas incluídas na reforma, que deverão ser negociadas entre os vinte-e-sete será a supressão do abandono obrigatório de terras, que limitava o cultivo de cereais – medida em relação à qual existe um amplo consenso – e a conversão de número tão alargado quanto possível de subvenções num pagamento único por exploração, independente da obrigação de produzir.
Fonte: Anil
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