Gasolina, transportes, alimentos. Os preços sobem nos mercados e têm chegado com toda a força às famílias. Esta segunda-feira, soube-se que a inflação nacional continua a subir, apesar de ser a segunda mais baixa da Europa.
Em Maio, os preços subiram 2,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado e, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os principais responsáveis foram os combustíveis e alguns alimentos, como os produtos hortícolas, o pão e a fruta.
A avaliar pelos novos recordes batidos ontem nos mercado internacionais, é de esperar que a subida dos preços se mantenha no futuro próximo.
Os dois principais tipos de crude (usados na Europa e nos Estados Unidos) estão quase nos 140 dólares por barril e o milho custa 7,915 dólares o alqueire (mais 86% do que há 12 meses).
O que se passa nos grandes mercados tem, depois, reflexo directo nos preços praticados pela gasolineiras e padarias, por exemplo.
E como se trata de bens de primeira necessidade, as famílias não têm alternativa senão gastar uma porção cada vez maior dos seus orçamentos neste género de compras e compensar, reduzindo outro tipo de gastos.
O INE indica que, por exemplo, o preço de veículos automóveis, serviços hospitalares e férias está a baixar.
E o mesmo acontece com os lacticínios e o peixe. As descidas não chegam, contudo, para compensar as subidas e o nível global de preços tem subido.
Ainda assim, a inflação portuguesa é a segunda mais baixa da Europa.
Também ontem o Eurostat, o organismo estatístico da União Europeia, revelou que, no total da Zona Euro, o mês de Maio marcou o maior salto no aumento dos preços dos nove anos de história de moeda única.
Há duas semanas, admitia-se que a inflação no euro tivesse sido de 3,6%, mas ontem o Eurostat corrigiu a primeira estimativa e disse que, afinal, os preços tinham subido 3,7% – mais do dobro do registado um ano antes.
Também na Europa, são os combustíveis e a alimentação que mais tem encarecido. Estes dois itens justificam quase por si só a inflação registada.
O impacto que uma taxa de inflação a este nível pode ter no crescimento económico da Zona Euro continua a ser a preocupação principal do Banco Central Europeu (BCE), que define taxas de juro de referência para o mercado bancário, tentando dessa forma influenciar as taxas cobradas pela banca comercial aos consumidores e empresas.
E enquanto a inflação se mantiver a este nível – quase o dobro do considerado aceitável por Jean-Claude Trichet – não é de esperar que o BCE baixe os juros.
Fonte: Jornal de Notícias
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