Os preços globais dos produtos lácteos poderão descer face aos altos níveis actuais, à medida que a oferta aumenta e a procura cresce também, mas mais lentamente. A queda, porém, não tenderá a ser imediata, de acordo com o relatório recém-divulgado pelo Rabobank.
O relatório trimestral mostra também que a indústria láctea da Nova Zelândia está bem posicionada, com maior produção de leite em relação ao ano anterior, apoiada pelos maiores preços do leite projectados para o restante do ano.
A co-autora do relatório e analista-sénior do Rabobank, Hayley Moynihan, disse que os preços mundiais devem enfrentar uma pressão de baixa à medida que a oferta melhora – particularmente no hemisfério sul – e o crescimento da procura prossegue lento. Entretanto, disse também que essas mudanças não deverão ocorrer rapidamente e devem acontecer no começo do quarto trimestre. “Uma forte queda nos preços parece improvável”, disse ela.
Após ter sofrido um golpe forte durante a crise financeira global, os preços internacionais das commodities lácteas apresentaram uma forte recuperação no final do ano passado. Embora o primeiro trimestre de 2010 tenha visto “algum vapor a sair do mercado lácteo internacional a panela começou a ferver vigorosamente de novo no segundo trimestre. Os preços dos lácteos novamente progrediram em níveis excepcionais”, disse ela.
O mundo em desenvolvimento continuou a fornecer um forte “motor” para o crescimento da procura, apesar da recuperação no consumo dos Estados Unidos ter perdido força, disse o relatório. Um crescimento no consumo de dois dígitos foi reportado para o primeiro trimestre por processadores do Sudeste da Ásia.
“A procura deverá continuar a expandir-se durante a segunda metade de 2010, embora a taxa de crescimento deva ser bem mais lenta, diante dos efeitos do menor crescimento económico, maiores preços no retalho e pressão de substituição”, indica o relatório.
Ao mesmo tempo, Abril marcou o décimo mês consecutivo de declínio na oferta de leite em relação ao ano anterior, devido aos menores preços durante 2009 e ao clima desfavorável na Europa e na Nova Zelândia. Entretanto, a oferta deverá crescer, disse Moynihan.
Fonte: Anil
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