As doenças cardiovasculares foram responsáveis em 2005 por cerca de 43% das mortes entre as mulheres portuguesas e por um terço entre os homens, segundo um relatório sobre as implicações destas enfermidades na União Europeia (UE).
O documento, intitulado “Colesterol As implicações nas políticas públicas de não fazer o suficiente”, elaborado pela “Rede de Estocolmo”, uma organização de análise política na Europa, investiga uma potencial crise de saúde europeia em 2020 se as práticas de gestão do colesterol não foram alteradas.
Segundo os dados sobre as mortes causadas por problemas cardiovasculares nos 25 Estados-membros da UE, Portugal encontra-se entre os países com percentagem mais reduzida, ocupando o 18º lugar nos homens e o 23º nas mulheres.
A tabela é liderada pela República Checa, onde cerca de 48% das mortes dos homens se devem àquelas enfermidades, e pela Lituânia, onde quase 65% das mortes das mulheres têm a mesma causa. A França está na cauda, com 30% das mortes masculinas a deverem-se à doença e cerca de 35% das femininas.
Os países do Sul da Europa, Portugal, França e Espanha são os que registam as menores percentagens de mortes devido a problemas cardiovasculares – acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio, derrame – a maior causa de morte e de redução dos anos de vida na Europa.
Os elevados níveis de colesterol são a principal causa destes problemas, para os quais também contribuem a elevada tensão arterial, o tabaco e a obesidade.
Segundo o relatório, na UE, as doenças do foro cardíaco causam anualmente 1,9 milhões de mortos e custos muito elevados.
Fonte: JN
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